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O PCP apresentou na Assembleia da República, uma moção de censura contra o actual governo PS liderado pelo primeiro ministro José Sócrates, justificando este mesmo acto, com medida a tomar para combater os "atentados" do governo à população portuguesa, em especial a classe média e baixa, e à Constituição da República Portuguesa.

Esta atitude roça o ridículo, já que são inúmeras as moções de censura apresentadas contra o governo desde do primeiro mandato do Sr. Primeiro Ministro José Sócrates e que se baseiam muitas delas em princípios e conversas altamente demagógicas e completamente desconexas da realidade e das necessidades portuguesas.

Em teoria as ideias apresentadas pelo PCP são fantásticas e idealmente exequíveis numa sociedade perfeita e maravilhosa, mas esta não é a realidade portuguesa, a realidade portuguesa demonstra uma país que chegou a um défice superior a 9%, com uma economia fraca e muito vulnerável, e com níveis de produtividade e emprego em níveis preocupantes.

Apesar de reconhecer que José Sócrates fez propaganda eleitoralista ao prometer o não aumento de impostos, neste momento teve mesmo de recuar e avançar com medidas necessárias para o desenvolvimento do país. Este aumento de impostos surge na imperiosidade de um aumento da receita do Estado, que necessita de um aumento de receita para cobrir a despesa do Estado, estagnando assim a necessidade do Estado recorrer ao crédito e impedindo assim o aumento da divida pública do Estado Português, diminuindo a divida pública e com as finanças públicas saudáveis o estado reduzirá naturalmente o défice, pois o Estado respeita a lei básica das finanças públicas, que diz, que a receita corrente do Estado tem de cobrir a despesa corrente do Estado. Para além disso com a redução do défice, Portugal cumpre as imposições da U.E escapando assim a pesadas multas por não cumprir as regras do pacto de estabilidade e crescimento, que se reduzirmos a siglas fica o famoso PEC.

Após isto tudo ainda temos que ter como presente o facto que o governo foi eleito por sufrágio universal, logo é legitimado pelo mesmo, pelo que se devia tentar colaborar e ajudar o mesmo até à mais ínfima possibilidade e esperar que na próxima eleição o povo português escolha um projecto governativo alternativo ao vigente nesta altura.

Termino admitindo a existência de erros de governação do governo PS, alias indo até mais longe, defendendo que existiram medidas que o governo PS tomou que em nada são socialistas, mas realço que não existe nenhum caminho de governação que se faça sem erros.

publicado por Ze Chuchas às 23:57

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